sexta-feira, 12 de março de 2010

Aurora

Eis que o dia termina deitado numa cama de brancos lençóis. O perfume do banho exala um misto de cansaço e leveza, sensações antônimas que só podem se unir nessas pequenas horas. A noite gera um novo dia em seu ventre escuro e profundo e o pensamento ainda vive o frenesi das grandes avenidas. O corpo desprende pelos poros a agitação absorvida no quase roçar das gentes em seus ires e vires. Deitado aqui nesta cama, alhures, pode então fantasiar, enquanto aguarda pelo último suspiro da consciência, que a aurora e sua sinfonia, por fim, aplaque a solidão.

5 comentários:

Aline disse...

Lindo!!!
Descanse então...

Mas levante amanhã pra ver o sol nascer outra vez!

Li:)

disse...

Um bom texto para ler neste início de semana. Leve, bonito, fantástico!

Samuel disse...

Belos textos!

Simplesmente Outono disse...

Certezas assustadoras, contundentes além do suportável. Magnitude: palavra perfeita visto tamanha grandeza de sentimentos. Corroboro com evidente verdade. Em determinado momento da história a vida nos impõe o seu basta esgotando toda e qualquer possibilidade de lutar contra. Perdermos as forças e involuntariamente abrimos a guarda. Assim, um dilema foi estabelecido. Lutar contra: dor infinitamente maior do que lutar a favor. Quando a luta é a favor não há dor, esta é a verdade. Saudade, muuuuita saudade das tuas letras. Com extremo carinho e respeito do mesmo Outono de sempre.

Simplesmente Outono disse...

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